Colunas de pedra no interior do Palácio de Justiça de Bruxelas

Crime de burla · Lisboa

Foi enganado e perdeu dinheiro? Saiba se é burla e o que fazer.

Há burlas que dependem de queixa em seis meses e outras que o Ministério Público investiga sempre. Na primeira consulta dizemos-lhe em qual está o seu caso e que meios tem para tentar recuperar o dinheiro.

Os casos de burla são acompanhados pela Dra. Sara Ribeiro Santos, sócia fundadora, com mais de 35 anos de advocacia.

Situações que acompanhamos

Reconhece-se nalguma destas situações?

Há burla quando alguém engana outra pessoa para obter dinheiro ou outro benefício e lhe causa prejuízo. Estas são as formas que mais vemos.

«Paguei e nunca recebi a encomenda»

Se houve intenção de enganar desde o início, pode ser burla. Guarde o anúncio, as mensagens e o comprovativo da transferência: é com eles que se chega ao titular da conta que recebeu o dinheiro.

«Mexeram na minha conta bancária»

Se alguém usou os seus dados para fazer pagamentos ou transferências, pode estar em causa burla informática. Avise o banco de imediato e apresente queixa.

«Enganaram a minha mãe, que já é idosa»

Quando o autor se aproveita da especial vulnerabilidade da vítima, por exemplo pela idade ou por doença, a burla é qualificada e deixa de depender de queixa.

«O prejuízo é muito alto»

Quando o valor é elevado ou consideravelmente elevado, nos termos da lei, a burla é qualificada e as penas sobem. Também aqui o processo não depende de queixa.

«Emprestei dinheiro e não me pagaram»

Uma dívida por pagar, sozinha, não é burla. Só há crime se houve engano para obter o dinheiro. Esta distinção decide se o caminho é a queixa ou uma ação civil.

«Fui eu o acusado de burla»

Há negócios que correram mal e chegam ao processo como burla. A defesa passa por mostrar que não havia intenção de enganar quando o negócio foi feito.

Depois de perceber o engano

O que pode fazer perder o caso

  1. Deixar passar os seis meses

    A burla simples depende de queixa. Passados seis meses desde que soube do facto e de quem o praticou, o direito de queixa extingue-se.

  2. Apagar as conversas

    Mensagens, anúncios, e-mails e comprovativos são a prova do engano. Faça cópias e capturas de ecrã com a data visível antes de bloquear o contacto.

  3. Demorar a avisar o banco

    Contacte o banco logo que perceba o engano. Quanto mais cedo o fizer, maior a hipótese de travar ou rastrear a transferência, embora a devolução não esteja garantida.

Como tratamos um caso de burla

Da reconstituição do engano ao pedido de indemnização

  1. 01

    Reconstituir o engano

    Ordenamos os factos, as datas e os pagamentos, e vemos se há crime ou apenas incumprimento de um contrato.

  2. 02

    Queixa e assistente

    Apresentamos a queixa com a prova organizada e pedimos a constituição como assistente, para poder intervir no inquérito.

  3. 03

    Seguir o dinheiro

    Pedimos ao Ministério Público as diligências para identificar as contas e os titulares que receberam o dinheiro.

  4. 04

    Indemnização

    Deduzimos o pedido de indemnização civil no processo penal, para que o tribunal decida também o que lhe deve ser pago.

Porquê a Ribesa

O que muda por ser tratado aqui

  • Penal e civil com a mesma advogada

    A Dra. Sara Ribeiro Santos advoga há mais de 35 anos, com prática em contencioso penal e civil, os dois lados da fronteira entre burla e dívida.

  • Conversas e extratos organizados com método

    Conversas longas e extratos bancários organizam-se numa cronologia que mostra, passo a passo, como o engano aconteceu.

  • Sigilo profissional

    Há quem tenha vergonha de contar como foi enganado. O que nos disser fica coberto pelo sigilo profissional.

  • Sem promessas de recuperar o dinheiro

    Por vezes o dinheiro já saiu das contas de destino. A lei não permite prometer resultados; dizemos-lhe com franqueza que hipóteses tem de o recuperar.

A opinião de quem já nos procurou

4,8/ 5
52 avaliações no Google (setembro de 2026)
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O escritório

Av. Júlio Dinis, n.º 2, em Lisboa

Junto ao Campo Pequeno. De segunda a sexta, das 10h às 18h, mediante marcação, no escritório ou por videochamada.

Morada
Av. Júlio Dinis, n.º 2, 2.º Esq.
1050-131 Lisboa
Metro
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Estacionamento
Parque do Campo Pequeno5 minutos a pé

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Para aprofundar

O que nos perguntam sobre burla

Se a sua dúvida não estiver aqui, pergunte-a no pedido de consulta.

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Qual a pena para o crime de burla?

A burla simples é punida com prisão até três anos ou multa. Na burla qualificada, por exemplo quando o prejuízo é de valor elevado, a pena vai até cinco anos de prisão ou multa. Quando o valor é consideravelmente elevado ou a vítima é especialmente vulnerável, a pena é de dois a oito anos de prisão.

O banco tem de me devolver o dinheiro?

Depende de quem autorizou a operação. Se o pagamento foi feito sem a sua autorização, o banco tem, em regra, de reembolsar, salvo se tiver havido fraude ou negligência grave do cliente. Se foi o próprio cliente a fazer a transferência, enganado, a recuperação faz-se sobretudo contra quem recebeu o dinheiro.

Posso recuperar o dinheiro no processo-crime?

Pode pedir uma indemnização no próprio processo penal, pelo prejuízo e por outros danos. O tribunal decide o pedido na sentença. A cobrança efetiva depende de o condenado ter bens ou rendimentos.

Se o burlão devolver o dinheiro, o processo acaba?

Pode acabar. Na burla simples, pode haver desistência da queixa até à sentença da primeira instância, se o arguido não se opuser. A restituição ou reparação integral do prejuízo antes dessa sentença também pode extinguir a responsabilidade criminal, com a concordância do ofendido e do arguido, ou levar a uma pena atenuada.

E se o burlão estiver no estrangeiro?

A queixa pode ser apresentada em Portugal, e o Ministério Público pode pedir a cooperação das autoridades de outros países. Estes pedidos demoram e nem sempre permitem identificar o autor, mas a queixa deve ser feita dentro do prazo.

Fui acusado de burla num negócio que correu mal. O que faço?

Não preste declarações sem falar antes com um advogado. A questão central costuma ser se havia intenção de enganar no momento do negócio. Contratos, e-mails e registos de pagamento ajudam a mostrar o que foi combinado e porque falhou.

Conteúdo jurídico revisto porDra. Sara Ribeiro SantosSócia fundadora · Família, penal e civil

Revisto em

Informação geral sobre a lei portuguesa. Não substitui a análise do seu caso, que depende dos factos e dos documentos.

Base legal citada (9)
  • art. 217.º CP (burla simples: prisão até 3 anos ou multa; depende de queixa; remissão para o art. 206.º)
  • art. 218.º CP (burla qualificada: valor elevado, prisão até 5 anos ou multa até 600 dias; valor consideravelmente elevado ou especial vulnerabilidade da vítima, prisão de 2 a 8 anos)
  • art. 202.º CP (valor elevado e consideravelmente elevado)
  • art. 221.º CP (burla informática e nas comunicações)
  • art. 206.º CP (restituição ou reparação integral: extinção da responsabilidade ou atenuação)
  • arts. 115.º e 116.º CP (prazo de queixa, desistência)
  • arts. 68.º, 71.º, 75.º e 77.º CPP (assistente, pedido de indemnização civil)
  • arts. 229.º e seguintes CPP e Lei 144/99 (cooperação judiciária internacional)
  • arts. 114.º e 115.º DL 91/2018 (reembolso de operações de pagamento não autorizadas; exceção de fraude ou negligência grave do utilizador)

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